España Te Marca

martes, 2 de marzo de 2010

Para quê?



Sempre pensei em escrever... mas sempre me perguntava: Para quê? Para quem? Quem vai se interessar pelas coisas que escrevo, penso? Bem, não importa... talvez seja como a Clarice Lispector:

"Escrevo porque encontro nisso um prazer que não consigo traduzir. Não sou pretensiosa. Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando"...

Exatamente, porque encontro prazer nisso. Escrever é muito fácil para mim... escrevo o tempo todo, só penso escrevendo... não sei pensar direito se não escrevo...

Foi também recomendação da minha analista... Ela por diversas vezes me disse: - Escreva, ponha tudo isso no papel...

É um exercício bem interessante! Quando pequena fazia diários... Diários de bordo... Diários estes que foram perdidos, com o tempo e minhas andanças...

"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisas. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."

Clarice era incrível... sabia desvendar uma alma como ninguém... também me sinto assim, não quero alterar nada em ninguém... talvez em mim, descobrir quem sou, desabrochar o que sou, manifestar o que sou e o que sinto... sem grandes pretensões... um exercício de humildade até, quero me descobrir, me curar, crescer, pensar como Gente Grande!!! (Risos)

"Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador"...

Sim, procurar entender os sentimentos, que transbordam em mim. Sou como uma represa, controlando as comportas... Escrever talvez seja o exercício de libertação... deixando fluir livremente as águas...

"Escrevo como se fosse salvar a vida de alguém... Provavelmente a minha própria"...

Obrigada Clarice, Obrigada Dra. Analista, Vamos, venha comigo, de mãos dadas...

vou tentar salvar minha própria vida!!!

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